O espetáculo, inspirado no romance Le Capitain Fracasse, de Théophile Gautier, acompanha o percurso artístico e profissional de uma Companhia de Teatro mambembe, e suas dificuldades frente à realidade.

Os percalços enfrentados por uma trupe de teatro ambulante não se distingue fundamentalmente da realidade teatral que vivenciamos hoje. A realidade do teatro não mudou! Sob essa perspectiva, o romance de Théophile Gautier reflete sobre a nossa própria realidade.

O texto da peça, realiza um percurso dramatúrgico em que cenas de grandes obras – Eurípides, Shakespeare, Molière entre outros – serão “encenadas” pela Companhia dos atores da peça, integrando objetivamente os dois gêneros literários. Como realização estética e formal, o distanciamento épico-dialético proposto por Bertolt Brecht dialoga com o distanciamento próprio da commedia dell’arte, criando uma terceira via em que a crítica e o divertimento se integrem numa linguagem que possibilite o estudo experimental das duas formas.

 

Capitão Fracasso propõe uma encenação em que a estética do teatro de rua, em sua circularidade e dinâmica própria, se mescla com as formas do teatro de palco, criando, assim, uma linguagem em que o distanciamento e a aproximação estabelecem uma síntese estética e formal.

O lúdico, a magia e o poético se irmanam com o crítico e o reflexivo, e, através do riso e do dramático, o espetáculo homenageia a abnegação, a generosidade e a luta dos artistas de teatro, e, particularmente, discute a função social do artista, num tempo, como disse Bertolt Brecht, “em que falar de árvores é quase um crime”.

Por outro lado, o espetáculo propõe uma reflexão sobre a necessidade da resistência e superação das adversidades que a vida nos impõe, encontrando na união do grupo o seu principal suporte para o enfrentamento.

O espetáculo é uma grande homenagem ao teatro e aos seus artistas, ao mesmo tempo em que discute a função do teatro, reflete sobre a situação do artista e as relações sociais a que está submetido.

Capitão Fracasso teve sua estreia no Teatro da Cidade, em Belo Horizonte, no dia 12 de outubro de 2018, cumprindo uma temporada de 08 (oito) apresentações.

Participou da 45ª. Campanha de Popularização do Teatro e da Dança, promovida pelo SIMPARC, no Teatro da Cidade, no período de 10 a 20 de janeiro/2019, num total de 08 (oito) apresentações.

O espetáculo se apresentou no Sala João Ceschiatti – Palácio das Artes, em Belo Horizonte, nos dias 23, 24, 28, 29, 30 e 31 de março/2019.

Convidado a participar do Circuito Cultural UFMG – Baixo Centro En(cena), no dia 31/05.

Convidado a participar no FESTTO-Festival de Teatro de Teófilo Otoni, que acontecerá no período de 18 a 23 de junho/2019.

Um canto de amor ao teatro!